Imagine uma dose...uma não, várias doses da tradicional Literatura de Cordel, e da cultura sertaneja nordestina. Adicione riffs de guitarra pesados ao samba de roda tradicional do Recôncavo e Sertão da Bahia. Em especial da cidade, de Irará. Mas oxe, não pare por aí!! Faça uma visita a, psicodelia e lisergia, típica do rock dos anos 70/80 que influenciaram outros artistas nordestinos. Vixe, Qui Porra é essa!!! Habemus PsiCORDÉLico Mais que um grupo musical, PsiCORDÉLico é também um conceito. Como sugere o próprio nome, o objetivo aqui é a mistura. “Elementos da cultura popular com os do mundo dentro de um caldeirão”, diz os versos da faixa “autobiográfica” que está presente no primeiro registro em estúdio da banda. Oriundos de Irará - BA, cidade tradicionalmente efervescente no quesito cultural, de onde saiu artistas como Tom Zé, o grupo surge em 2013 através da parceria entre o cordelista Kitute Coelho e o guitarrista e produtor musical Irênio Neto. Com pretensão de ser o “novo”, mas sem esquecer das raízes, o Bando transita nas suas influências de Tom Zé à Pinky Floyd, do Côco ao Rock, do Rap ao Forró, do Tambor às Pickups. Nos arranjos, assinados por Irênio Neto, o PsiCORDÉLico visita diversos ritmos, no entanto, ainda assim não deixa de constituir uma identidade totalmente sua. A tradicional Literatura de Cordel está presente e é parte fundamental não só nas letras das canções, mas está também no causo “A maconha que virou incenso de procissão" contado e criado por Kitute Coelho. O trabalho de estreia do PsiCORDÉLico foi lançado nas plataformas digitais em 21 de março de 2018, e conta com cinco faixas. O EP homônimo é uma experiência sinestésica onde a estética e o sensorial perpassam para além de nossos zóios e zouvidos. Boa viagem!!