A Matakabra surgiu em 2015 e em uma síntese do processo histórico da cena pesada de Pernambuco, a banda possui em sua sonoridade influências contundentes da música extrema, sem deixar de soar a sua origem pernambucana. Assim, articulando um som percussivo ao que há de mais moderno e contemporâneo dentro do metal, forjam o que denominam como metal bruto de Recife, cenário perfeito para que a agressividade contida nas suas temáticas possa se manifestar. Em suas letras, a Matakabra procura retratar com clareza a brutalidade e a violência do cotidiano da vida em sociedade. Qualquer um, mesmo sem os ouvidos atentos, pode entender a mensagem passada com essa atmosfera. A banda conta em sua atual formação com o vocalista Rodrigo Costa, o baixista Rafael Coutinho, o guitarrista Fernando Marques e o baterista Theo Espíndola. "Banalidade do Mal" é o novo single da Matakabra que nos introduz a uma fase ainda mais agressiva e técnica da banda, assim como ainda mais profissional, visando alcançar novos públicos e mercado. A música aborda o conceito da filósofa Hannah Arendt, utilizando como metáfora para refletir como a violência pode se tornar trivial e separada do indivíduo que a comete, quando ele está "apenas fazendo o seu trabalho". No caso do Brasil, a população preta e pobre é a que sofre de uma violência "justificada" em puro preconceito racial e de classe. O lançamento vem acompanhado de um videoclipe com imagens registradas ao longo das apresentações ao vivo mais recentes da banda, gravadas durante o ano de 2023. "Banalidade do Mal" mostra um momento musical mais maduro e técnico da banda. Em sua trajetória de quase uma década, o Matakabra realizou circuitos pela região Nordeste, onde é bastante reconhecida pelo público fiel das cidades que passou, além de em seu percurso possuir apresentações em festivais como o Grito Rock João Pessoa (2018), Abril Pro Rock (2018), Garage Sounds (2018/19) e Forcaos (2020), tendo tocado ao lado de bandas como Project46, Ratos de Porão, Krisiun e Dead Fish.