Formada entre o fim dos anos 80 e início dos 90, a D.O.S. (Deformação da Sociedade) nasceu como um grito de revolta em meio ao caos urbano. Após deixar sua antiga banda, onde atuava como baixista, Edson Khaos foi marcado por uma cena de violência brutal: a agressão de uma mulher nas ruas. Pouco depois, ao assistir ao filme O Justiceiro, despertou nele a urgência de expressar sua indignação e inconformismo através da música. Ali nascia a essência do D.O.S.: uma banda forjada para denunciar as mazelas sociais e confrontar um sistema corrompido. A formação original contou com Edson Khaos (baixo), Mauro (vocal), Claudomiro e André (guitarras), e Val (bateria). Com o tempo, Khaos assume os vocais, André passa ao baixo, e a banda consolida sua sonoridade baseada no crossover hardcore finlandês, aliado à fúria do thrash americano e alemão.Agora em 2026, a D.O.S. retorna mais afiada do que nunca. A nova formação — Edson Khaos (vocal), Diego (guitarra), Daniel (baixo) e Vander (bateria) — carrega energia renovada e a mesma fúria que sempre os moveu. Em tempos de censura velada, conformismo artístico e bandas silenciadas, o D.O.S. resiste. A faixa “Happy Die” tornou-se um verdadeiro hino da banda, presente em coletâneas importantes como a Cooperativa Punk e Cristo Suburbano, ecoando além de seus próprios lançamentos. Com um som cru, visceral e engajado, D.O.S. Crossover segue como um grito urgente por justiça, dignidade e igualdade — mantendo viva a resistência musical contra a opressão.