A história da Telégrafo começou de forma despretensiosa, nos corredores da faculdade de Psicologia da UNIP, no início dos anos 2000. Entre intervalos de aula, violões e conversas sobre música, nasceu uma amizade movida por referências em comum — especialmente The Beatles e Oasis. Foi ali que Everton Zi conheceu Lucas Favaro. Unidos pelo amor à música e pela vontade de criar algo próprio, os dois começaram a tocar juntos e compartilhar composições autorais que Everton escrevia desde 1996, período em que descobriu o universo do Oasis e encontrou na música uma forma de expressão. Dessa conexão nasceu a primeira formação da banda, ainda sob o nome “Capitão Mostarda”. Os ensaios aconteciam em um estúdio improvisado da empresa da família de Lucas — cenário que, anos depois, se tornaria quase uma lenda entre amigos e músicos próximos da banda. Na época, o grupo era formado por Everton nos vocais e guitarra, Lucas no baixo e o baterista Eduardo Kura. Entre festivais independentes, gravações caseiras e inúmeras tentativas de encontrar sua identidade sonora, a banda foi amadurecendo junto com seus integrantes. Ao longo dos anos, o projeto passou por pausas, retornos e diversas formações. Muitas pessoas cruzaram esse caminho até que a essência definitiva da Telégrafo começasse a ganhar forma. Mais do que uma banda, o projeto se consolidou como o resultado de anos de persistência, amizade e paixão pela música autoral. Hoje, a Telégrafo carrega em sua sonoridade influências do britpop, do rock alternativo e da música emocional construída com honestidade. As letras transitam entre sentimentos profundos, reflexões e experiências reais, enquanto os arranjos unem intensidade, melodia e identidade própria. A formação atual da banda conta com: Léo Fiorini — vocal Everton Zi — guitarra e composição Lucas Favaro — baixo, teclado e composição Igor Tsubaki — guitarra solo Alessandro Sacco — bateria A Telégrafo é a prova de que algumas histórias precisam de tempo para amadurecer. Depois de anos entre ideias, ensaios, recomeços e canções, a banda segue transformando vivências em música — com autenticidade, personalidade e uma vontade genuína de tocar as pessoas através da arte.